#espitalheiro

muitos sabem o que é e muitos sabem quem o é. toda a gente já viu no mínimo dez e muitos não lhe sabem atribuir o nome.

espitalheiro(a) é nome e adjectivo muito qualificativo.

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originalmente para definir pessoas provenientes de espite. nem sei bem porquê mas pronto, ficou. e muito honestamente, é um adjectivo demasiado bom para ficar por ali. hoje em dia, espitalheiro dá pra tudo e pra todos. aqui ficam alguns exemplos para os menos entendedores…

há espitalheiros de atitude, de visual, de região, de telemóvel, de unhas, de palavreado… enfim, de tudo. e há mil e uma maneira de o dizer.

‘porra, mas tu és de onde? de espite?’; ‘ca espitalheiraaaa’; ‘não tinhas nada mais espitalheiro pra vestir?’; ‘que unhas são essas? todas espitalheiras?’; ‘aquela senhora é um bocado espitalheira’; ‘até é gira, mas já a ouviste a falar? é tão espitalheira’; ‘mas este cd só tem músicas espitalheiras’; …

não há nada deste mundo que una mais um grupo de amigos que ver/ouvir/imaginar alguém espitalheiro a passar.. pelo menos, falo pelo meu #calhandreiros

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over and out

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#thelinelovesme

Captura de ecrã 2016-03-31, às 11.39.07sempre que vou pra fila do supermercado ou a caixa avaria, ou encrava, ou trocam de turnos, ou o cliente não sabe o pin, ou desta vez, o ucraniano não tem dinheiro que chegue pra pagar e experimenta todos os dez cartões que tem e mesmo assim nada, desistindo sem sucesso da sua ida ao lidl, líder dos preços baixos.

nem sei porque ainda insisto..

over and out

#quentinhodacama

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é aquele amor incondicional que nunca nos desilude. amem-no e ele vos amará de volta ❤

cada manta quentinha dá aquele abraço especial que te faz esquecer que tens que ir trabalhar. juntem-lhe os barulhos da chuva lá fora e podem crer que vos fará esquecer o mundo..

sabe sempre ser tão quentinho, tão docinho. tem fofinho e o meu xuxuzinho 🙂

nunca foi tão difícil de sair e conquistar o mundo.

over and out

#elephantride

12507066_10153280769204109_1185651063_nandar de elefante. que experiência formidável.

mal subi para cima dele – com muito cuidado para não o pisar muito e aleijar – vi logo o cenário. uma cadeirica de dois lugares, presa com umas cordicas e um cinto de segurança – também pra dois – amarrado nas pontas com uns nós e que se abria sempre que o elefante dava um ou dois passos ou que alguém se mexesse 😀 mas foi top! descemos até ao rio onde nos mandava umas belas baldadas de água com a tromba – bem.. a nós nem tanto, era da minha raça e devia de estar com preguiça, mas o elefante que levava dois dos nossos amigos mandava-lhes cada chuveirada 😆

também andei sentada no pescoço. adorei! senti com ele todos aqueles gigantescos e arrastados passos. apoiei-me na cabeça e senti os seus pequenos-grandes pelicos. coloquei as pernas por detrás das orelhas dele e deixei-me vivenciar. ele estava tão quentinho.. só me apetecia dar-lhe um abraço enorme de obrigada por me estar a carregar, pois tenho a certeza que aquele era o último lugar onde ele queria estar.

mas há dois elefantezinhos que estavam exactamente no lugar certo. sentados lado a lado quando entraram numa nova etapa das suas vidas. they are going to ride together, side by side. livres como devem de ser, sem correntes, sem cordas, sem nada que os prenda.

they are free, and let them be.

over and out.

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#thaiculture

12511639_10153280235989109_76047295_nsan phra phum, tailandês para casa dos espíritos. por tradição, toda e qualquer casa tailandesa – e não só, é uma crença de vários países asiáticos – está protegida contra os espíritos dos antepassados e contra os seus patronos. eles acreditam que estes espíritos podem prejudicá-los. tal posto, constroem estas casas – postas em locais específicos e aprovadas por brahman priests – a fim de os apaziguar. estes san phra phum costumam ser colocados do lado norte da casa, de forma a que esta nunca lhes faça sombra – acreditam que ajuda a evitar a má sorte.

a casa tem a finalidade de dar abrigo aos espíritos. muitas delas possuem representações espirituais, como miniaturas de animais ou pessoas, promovendo assim o culto budista – religião majoritária. faz ainda parte do ritual, as ofertas votivas e as oferendas. regra geral são feitas da parte da manhã e são deixadas num pequeno altar que se encontra agregado à estrutura. há vários tipos de ofertas: sumos; comida; incensos.. eles acreditam que se os espíritos ficarem devidamente satisfeitos que não só previnem os assombramentos às suas casas – ou negócios – como eles lhes vão trazer saúde e boa fortuna.

umas são pintadas a dourado, outras só em detalhes. são todas muito ornamentadas, sempre lindas, sempre limpas e sempre arrumadinhas. fora das cidades o cenário é o mesmo. e vivem super felizes. com san phra phum com melhores condições que as suas casicas e barraquitas – sim, há muitas famílias a viver em não-importa-quê. umas feitas de calhas outras bocados de madeira e outras de tudo um pouco. e não precisam de mais. não precisam de sofás nem de televisões. almoçam e jantam na rua, por vezes comem em cima das suas tasco-motoretas. uma scooter dá para uma família de cinco. e ainda há espaço para o cãozico. não precisam de muita coisa. nem para viver nem para serem felizes. e todos eles têm sempre um sorriso para nos mostrar e uma mão para nos dar.

sanuk, sabai, saduak. é o segredo. provérbio tailandês e defendido por muitos como seu lema. em português: sê feliz, fica tranquilo e contenta com aquilo que a vida te oferece.

parar para pensar. ponderar. reflectir. é o que venho a fazer desde que vim embora. e é o que eu estava a precisar. obrigada pela lição. quero voltar um dia. quero voltar para conhecer mais. quero voltar para me misturar.

khob khun ka. obrigada.

#thaifood

não se deve comer comida de rua – qualquer pessoa sabe disso e o médico faz questão de relembrar. eu queria a experiência completa, por isso eu comi. e comi bem. e comi muito. e comi muito bem.

comi em super-mercados; em restaurantes; em barracas; e em tascas; comida de roulotes e de motas; comi na rua e comi num barco. e foi a melhor comida que alguma vez já comi! em todo o lado há comida e em todo o lado há comida a passar. basta só levantar a mão que a tasco-motoreta para logo para nos aviar. mas claro que, primeiro há que regatear. sim, aqui regateia-se tudo, até a comida! mas eles lá cedem e por 100baths – 2.5€ – enche-se, e muito bem, o bandulho.

há comida já feita mas nós optámos sempre por escolher barracas com comida feita na hora ou que era cozinhada à nossa frente. havia espetadas de frango, porco, vaca, crocodilo, lulas, polvo e camarão – todas óptimas e deliciosas; havia peitos de frango, pernas e asas fritas – 5 estrelas michelin; havia sopas de noodles, noodles salteados com vegetais e carnes e arroz frito com tudo – dos meus favoritos! havia sumos e batidos feitos na hora – de todas as frutas e mais algumas; havia gelados caseiros e umas deliciosas panquecas de banana! era tudo comido à mão, em pé e sentados por aí. por isso a ida às barraquinhas, era sempre mais que uma 😉

também chegamos a comer em restaurantezecos tipo tasquinhas – sempre o menos chique possível obviamente! haviam vários menus para escolhermos mas os preços continuavam a ser sempre acessíveis – aqui já sem hipótese de regateio. as cervejas ou eram de 330ml ou de 620ml.. todas elas meias quentes e com uma espécie de manga para tentar evitar que aquecessem mais ainda – escusado será dizer que nem valia a pena tal coisa. nestes sítios havia sempre vários tipos de bancas à frente das cozinhas, com peixes, marisco e legumes no gelo e em alguns sítios havia mesmo aquários com peixes vivos para mostrar a sua frescura. estes são sítios em que já se pode comer sentado, sem pressas e com entradas e cafezadas. a comida continua a ser deliciosa e é comida num espaço amplo, único, cheio de mesas, pessoas e tralhas. como é obvio, é um espaço abafado e encalorado, mas em todo e qualquer pilar há umas duas ou três ventoinhas sempre a trabalhar 🙂

também fomos – e mais que uma vez – a um óptimo buffet de barbecue. na ásia os churrascos funcionam de maneira diferente. é uma espécie de panela quente, que tem um género de grelha por cima onde se fazem os assados; e em baixo e em volta tem um espacito onde se põe água para se cozer carnes, peixes, verduras, etc e pra se fazer deliciosas sopas! vão-se buscar os ingredientes e é só por mãos à obra! obviamente que o que mais assámos foi camarão. mas as lulas também eram super óptimas. aliás, era tudo óptimo! num dos dias comemos com a nossa guia tailandesa – eu fiquei logo ao lado dela de olho bem aberto 😉 ela fez uma sopa deliciosa com vários tipos de peixe e uns cogumelos pequeninos e fininhos. não só comi e achei boa, como repeti. que barrigada.. pois eu e o maikel também levámos a nossa travessa cheiinha de camarão, lulas e frango para assar. ainda assim, no final, ainda houve um espacito para um geladito.

é pena as aulas de culinária serem caras.. senão mandava o meu xuxucs aprender a cozinhar num montão delas 😀 se já gostava deste país, juntem-lhe esta comida e façam-me feliz 🙂

check, please ❤12507050_10153280236399109_1346544788_n

#lovelythailand

não há palavras para descrever. mentira. há, e muitas. é maravilhoso, delicioso, apetitoso, fascinante, estonteante, encantador e apaixonante. quer se fale das praias, das comidas, das pessoas, das montanhas ou da vida em si. e eu nem vi a melhor parte da tailândia – mas quero e vou ver um dia – promessa que faço a mim mesma e a todos vocês 🙂

hoje vou-vos falar das praias, do calor e da água quente. é como se lê e como se pensa. maravilhoso é a palavra de ordem. as paisagens sobre o mar são lindas; há imensos jogos aquáticos e a água é cristalina e quentinha. o calor é abrasador! vamos à água refrescar mas ups! é quentinha. refresca pouco mas sabe tão mas tão bem..

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a água também é mais salgada que a nossa, por isso boiar torna-se mais fácil. eu boiei e boiei e boiei. e vou-vos dizer o porquê. foi a sensação mais libertadora que alguma vez senti. punha-me de barriga para cima e mergulhava um pouco a cabeça de forma a só ficar com o nariz de fora. a água abafava os sons todos. parecia que era só eu e o mundo. ali, no balanço das pequenas ondas. podia ficar ali horas, sem pensar em nada. senti-me verdadeiramente livre.

uma outra coisa que também adorei foi fazer snorkeling. não fiz muito, mas vi imenso. ver os peixinhos logo ali, a uns 10 cm debaixo de nós.. nadar atrás deles e ver o fundo do mar.. que sensação.

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outra sensação maravilhosa, o pôr do sol – ao lado do meu xucs ❤ estar ali sentada na areia e ver aquelas cores e tons lindos sobre o mar. foi dos mais bonitos que já vi. e quero ver mais!

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apaixonei-me pela tailândia ❤ ficava aqui anos. e quero viver – um dia – com um dos povos mais pobres mas mais felizes e amáveis que já conheci. sempre com um sorriso na cara. e foi com um sorriso na cara e com um enorme agradecimento que te disse um até já.

over and out.